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Técnica do linfonodo sentinela


Nas últimas décadas, a incidência de câncer de mama tem aumentado em quase todo o mundo. Nos dias atuais, o tratamento cirúrgico vem se tornando cada vez mais conservador na abordagem do tumor primário e dos linfonodos axilares, portanto muito menos agressivo, sem comprometer o controle locorregional e a sobrevida das pacientes.

O linfonodo sentinela é aquele que primeiro recebe a drenagem linfática de um tumor. Se esse linfonodo é identificado e retirado cirurgicamente, seu estado, após cuidadosa avaliação pelo patologista, refletirá o estado de outros linfonodos com acurácia superior a 95%. O comprometimento desses linfonodos é um dos fatores mais importantes na determinação do prognóstico das pacientes com câncer de mama ou portadores de melanoma.

Desde algum tempo, a Medicina Nuclear vem dando enorme contribuição nessa área com a utilização de radioisótopos. A pesquisa intraoperatória do linfonodo sentinela, introduzida há alguns meses em nosso meio e já adotada por mastologistas e cirurgiões em mais de 20 procedimentos, é realizada com o uso do “Gama Probe” (aparelho portátil composto de sonda de detecção e sistema de registro digital de radiação gama). É multidisciplinar, na medida em que envolve mastologistas, ginecologistas, dermatologistas, cirurgiões, patologistas e médicos nucleares.

Com a utilização da pesquisa do linfonodo sentinela, evita-se o esvaziamento desnecessário da cadeia axilar em pacientes com câncer de mama e a formação de edema de membro superior. Lamentavelmente, esse endema provoca desconforto na paciente em suas atividades diárias, reduz sua autoestima pela distorção da imagem corporal, e conduz a certo grau de constrangimento no convívio social.

Sebastião Lacerda, médico nuclear, CRM-PB 6896


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