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Câncer de mama: previna-se!


O câncer de mama se tornou um grande problema de saúde pública. É o mais temido entre as mulheres, provavelmente pela sua alta frequência e, sobretudo, pelos seus efeitos psicológicos, uma vez que afeta a sua imagem pessoal e sexualidade.

Tem apresentado um aumento rápido e crescente na sua incidência após os 35 anos, sendo relativamente raro abaixo desta idade. Em nosso Estado, são esperados 490 novos casos para este ano, sendo 170 destes só na Capital. É o câncer que mais mata as mulheres; daí a importância de preveni-lo. Estima-se 50 mil novos casos da doença por ano (Inca).

Os principais fatores de riscos são: sexo feminino, idade, primeira menstruação precoce, menopausa tardia, primeira gravidez acima dos 30 anos, não ter tido filhos, exposição a radiações ionizantes antes dos 35 anos, ingesta regular de álcool, sedentarismo, uso de hormônios, tabagismo etc.

A história familiar é muito importante, sobretudo, se tem um ou mais parente de primeiro grau (mãe ou irmã) com câncer de mama antes dos 50 anos. Entretanto, os cânceres de mama hereditários correspondem a apenas 5-10% dos casos.

O rastreamento mamográfico colocado em cheque dias atrás através da divulgação dos resultados de estudos americanos, como o US Preventive Service Task Force, que não recomenda a mamografia anual para mulheres entre 40-49 anos por considerar que não interfere muito na sobrevida destas, além de resultar em aumento de exames falsos positivos, consequentemente, aumenta os custos e ansiedade das pacientes.

Isso não é a nossa realidade, pois sabemos que o rastreamento mamográfico tem impacto na sobrevida, reduzindo a mortalidade em 30% dos casos em mulheres acima de 50 anos, além de propiciar mais tratamentos conservadores e menos mutilantes.

A recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia continua sendo a realização do exame clínico semestral (mastologista) e a mamografia anual a partir dos 40 anos. O autoexame deve ser incentivado apenas para o autoconhecimento das mamas.

Valéria Coutinho, mastologista, CRM 4005. A médica é presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional Paraíba


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