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[05/03/2010]
A visão do cliente
“As empresas, de uma maneira geral, demonstram no dia a dia uma fixação no dinheiro, vender mais, ganhar mais e ter maiores lucros, enquanto eu, cliente, ator decisivo do processo, tenho recebido uma tratativa secundária, não passo de meio, sou pouco enxergado.
A indagação básica, contudo, é: de onde eles pensam que vêm os lucros? Na verdade, a preocupação principal dos líderes empresariais é com eles mesmos e com a empresa. Ganhar porte, fama e alcançar sucesso.
Nas minhas avaliações, imagine uma empresa que pense em mim - cliente -, que me atenda e procure melhorar a minha vida. Foge de mim a proteção e a caridade. Tenho dificuldades, problemas, pago e espero sejam resolvidos.
Imagino, também, que ela e seus sucessos sejam motivo de orgulho para mim – seu cliente -, na medida que receba corretamente aquilo que supra minhas necessidades e minhas carências.
Uma empresa que na sua desenvoltura, proposta e peso de sua marca, faça parte, esteja incluído e consiga materializar minhas vontades, necessidades e desejos que sempre ficaram no plano dos impossíveis.
Imagino, por fim, uma empresa que, na sua desenvoltura, proposta e peso de sua marca, faça parte, esteja incluído e consiga materializar minhas vontades, necessidades e desejos que sempre ficaram no plano dos impossíveis, mas que em todos os momentos da minha vida fizeram parte do meu imaginário”.
Estes são sentimentos do cliente, suas carências reais e afetivas, que precisam ser vistas e contempladas – autênticas – nascidas de suas almas, seus corações; em última análise que agreguem valor à própria sociedade.
“A arrogância flagrada destas empresas começa na descrição da missão. Falta sempre o cliente, expresso não explícito. O que realmente importa é uma imagem social positiva, ser pilar da sociedade, sinal de progresso e sucesso, algo como o sonho americano dos Estados Unidos.
Nas economias americanas, no início, as pessoas enxergavam as marcas fortes como símbolo de uma vida melhor, o fim da pobreza e depressão. Não denotavam inveja e sim vaidade. De repente, os sonhos se acabam, surgindo a avassaladora ganância. Os clientes usados como meio fora seus fins. Preços mais altos, menor qualidade, agressividade nas vendas, práticas antiéticas, destruição ambiental, corrupção.
Nestas organizações, a maioria das declarações de missão tem como bases o desejo de “tornar-se líder de mercado” ou “maximizar retornos para seus acionistas”.
Assim sendo, desgastam a confiança, a fidelidade se torna rara, as suspeitas aumentam com a convicção crescente “aqui não é meu lugar”.
Do todo comentado, restam algumas perguntas: como ambições corporativas podem parecer razoáveis, mas eles são realmente a finalidade maior da empresa? Esta declaração de missão a diferencia de outras? Esta é a única razão pela qual esta empresa existe?
Precisamos de empresas cuja missão e cabeça de seus executivos vê além dos lucros, que melhorem a vida das pessoas.
Nunca esquecer o Peter Drucker: “a maior fonte de lucro são clientes”. Façam por eles, resolvam ou atenuem suas dificuldades que o sucesso oferecerá.
Aucélio Melo de Gusmão
Presidente da Unimed João Pessoa
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