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[04/09/2010]
Lidando com emoções
A vida em sociedade exige que se estabeleça de forma saudável e participativa um equilíbrio construtivo nos relacionamentos, a melhor integração e solidariedade, convencidos de que somos os laços que estabelecemos com os outros. Isto coaduna com o pensamento de Madame Amiel: “quanto mais um coração está vazio, tanto mais pesa”.
A noção de conjunto social já obriga o respeito ao semelhante, a sua liberdade tão bem definida assim: a possibilidade de realizar atos gratificantes sem nos chocarmos com os projetos dos outros. A sublimação, na arte do bom viver!
Mesmo os animais não são violentos se os processos biológicos, ecológicos e os relacionamentos com o gênero humano sucedam com equilíbrio e lanheza.
"A felicidade é continuar a desejar o que já possuímos."
Santo Agostinho
Assim acontece exatamente porque o hostil e indesejável foi afastado, uma cumplicidade de ajuda mútua negociada tipo: "se você me trata bem, retribuirei da mesma maneira ou cada um colhe o que plantou."
Amizade vale muito, efetiva construção da bondade. Viver realidade, também, desafoga pressões e angústias. É necessário, gera euforia, levando a superação do “eu preciso”, descobrindo o voluntarioso “eu quero”. Para se ter amigos, seja amigo.
Querer, desejar, eleger um objetivo é muito bom. São propostas de vida em ação, encontro monumental com sua realidade tão bem aperfeiçoada no pensamento de Santo Agostinho: “A felicidade é continuar a desejar o que já possuímos”.
Crescer é a resultante de quem conhece os horizontes ou teve a chance de assim fazê-lo, consequentemente a oportunidade de realinhar ideias, prioridades, além do ajustamento pleno com a contemporaneidade.
A violência é sempre a vitória da cólera, a perda do equilíbrio. No mundo atual, saber negociar ou conciliar é uma atitude nobre e madura.
A razão torna-se adulta e velha. Toda lágrima tem seu valor, é irmã do sorriso, daí porque quem segue o correto e sadio mantém seu coração jovem.
Coração não tem rugas. Para Stanislaw Ponte Preta, um homem que não chora tem mil razões para chorar. Para Thomas Carlyle, “é melhor que chorem as mulheres do que os homens barbados se verem forçados a chorar”.
Dom Helder Câmara, sempre soberbo, nos ensinou a dizer “sim” quando pensamos “não”.
Aucélio Melo de Gusmão
Presidente da Unimed João Pessoa
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