Enviar para alguém
Imprimir
Listar todas as colunas
Você está em: Página Inicial > Colunas > João Modesto Filho
Com o envelhecimento populacional, uma das grandes preocupações médicas da atualidade diz respeito aos problemas de saúde dos idosos. Nesse sentido, quem representa grande vulnerabilidade nessa faixa etária é a Síndrome da Fragilidade. A fragilidade pode ser conceituada como uma síndrome clínica que pode ser identificada pela perda de peso involuntária, exaustão, fraqueza, diminuição da marcha e do equilíbrio e diminuição da atividade física. Cada uma dessas condições é preditora de uma série de reações adversas como queda, fratura, incapacidade, dependência, hospitalização recorrente e mortalidade.
Na realidade, essa síndrome representa a deterioração da homeostase biológica e da capacidade do organismo de se adaptar às novas situações de estresse em geral. Embora associada à incapacidade, às comorbidades e ao envelhecimento propriamente dito, possui uma base biológica própria que não pode ser explicada apenas pela senescência e maior longevidade. Pelo menos três sistemas hormonais vão sendo reduzidos com o envelhecimento: o sexual (estrogênio – menopausa; androgênio – andropausa); o das supra-renais (DHEA-S – adrenopausa) e, por fim, o do eixo relacionado ao hormônio do crescimento (GH/IGF-1 – somatopausa).
Essas reduções estão intimamente relacionadas à mortalidade por aterosclerose, câncer, demência e fragilidade. Funcionalmente, temos três tipos de idosos: os saudáveis (65% a 70%), os doentes (15% a 20%) e os idosos frágeis (10% a 15%). A diminuição da ingestão de calorias e proteínas associada à diminuição da atividade física acelera a perda de massa muscular (sarcopenia). Esse processo pode ser retardado pela otimização da atividade física e orientação nutricional. Pelo exposto, chegar à velhice em condições físicas favoráveis é resultado de um estilo de vida que vem desde a infância. Mas, a qualquer tempo, deve-se procurar seguir orientações que dificultem agravos à saúde, as quais são intensamente colocadas ao público, mas, lamentavelmente, pouco seguidas.
Serotonina e morte súbita infantil (1)
A serotonina é um neurotransmissor importante para regular o sistema nervoso central e que parece estar associada a maior risco da síndrome da morte súbita infantil, segundo estudos realizados no Hospital Infantil de Boston e na Escola de Medicina de Harvard, Estados Unidos. Os autores da pesquisa avaliaram a hipótese de que a morte súbita estaria associada com a redução dos níveis de uma enzima que participa da síntese de serotonina, e também com anormalidades estruturais do receptor dessa mesma substância.
Serotonina e morte súbita infantil (2)
Essas anormalidades levariam à incapacidade da criança responder a uma ameaça vital, como diminuição de oxigênio ou elevação de gás carbônico acumulados ao dormir com a “barriga para baixo”; isso levaria a uma asfixia durante o sono. Em trinta e cinco recém-nascidos que faleceram por essa causa, os níveis de serotonina eram 26% mais baixos que aqueles encontradas em bebês que faleceram de outras causas. Assim, defeitos na síntese de serotonina podem causar morte súbita em recém-nascidos, mas são necessários outros estudos para poder afirmar se existe uma perfeita relação entre causa e efeito.
Diabetes: benefícios cardiovasculares com redução de 5% do peso
Diabéticos Tipo 2 obesos apresentam maiores possibilidades de sofrer de problemas cardiovasculares. Mas, a perda de 5% do peso corporal poderia levar a uma redução de aproximadamente 50% dessas afecções. A obesidade e o diabetes são epidemias gêmeas, pois, conjuntamente, se constituem no primeiro fator de risco cardiovascular. Esse fator é considerado a primeira causa de morte em países desenvolvidos, o que implica entre 40% a 45% de gastos com assistência médica em alguns países.
Doenças estranhas (6/10)
PICA – Esse nome estranho não tem nada de pornográfico: pica é uma palavra latina derivada de pega, um tipo de pombo que come qualquer coisa. E a síndrome da pica faz exatamente isso: a pessoa sente um apetite compulsivo por coisas não comestíveis, como barro, pedras, tocos de cigarros, tinta, cabelo etc. O problema atinge mais as grávidas e crianças. Após comer muita porcaria involuntariamente, os glutões ficam com pedras calcificadas no estômago. Em 2004, médicos franceses atenderam um senhor de 62 anos que devorava moedas. Apesar dos esforços, ele morreu com cerca de 600 dólares no estômago.
HISTÓRIA DA MEDICINA
1) Phillippus Aureolos Theophrastus Bombastus von Hoheheim chamava a si próprio de Paracelso e nasceu na Suíça em 1943.
2) Foi por sua causa que os remédios químicos foram introduzidos na medicina e a farmacologia começou a utilizar muitos produtos novos.
3) Escreveu ainda sobre a epilepsia e a “mania de dançar” ou, como foi chamada mais tarde, a “histeria coletiva”. Morreu em 1541 com 48 anos de idade.
João Modesto Filho
Diretor Financeiro da Unimed João Pessoa