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Em maio de 1960, um comitê assessor do FDA americano recomendou a aprovação da pílula anticoncepcional. Desde então, mudou radicalmente o acesso das mulheres à educação, ao emprego e à possibilidade de decidir o número de filhos que desejasse. Possivelmente, na história da humanidade, nenhum medicamento teve tanto impacto de ordem social, política e médica. Para se ter uma ideia, a proporção de mulheres que se dedicou à carreira médica aumentou de 10% para 50%. Mas, havia opiniões contrárias, como alguns conservadores religiosos que a consideravam um atentado contra a vida humana, e farmacêuticos que se negavam a despachar receitas de pílulas anticoncepcionais e anticonceptivos emergenciais porque isso violava suas crenças morais ou religiosas.
Todavia, as pílulas de primeira geração apresentavam efeitos secundários, alguns bastante graves. À medida que surgiram novas gerações de pílulas, o pânico inicial por conta dos riscos diminuiu bastante, embora possam aumentar casos de acidente vascular cerebral em certas mulheres, principalmente quando têm mais de 35 anos e são fumantes, hipertensas ou possuam colesterol elevado. Uma coisa é certa: o tamanho da família diminuiu quase à metade, um número recorde de mulheres ingressou no mercado de trabalho e muitas obtêm titulação acadêmica. Relatos americanos conhecidos há cerca de um mês mostram que quase seis em dez adultos com diploma superior, entre 25 e 29 anos, são do sexo feminino. Enfim, com o advento da pílula mudou por completo a capacidade das mulheres de controlar o seu próprio destino, ou seja, o mundo realmente mudou.
Partículas de contaminação industrial aumentam risco de infarto e AVC (1)
Um estudo da Associação Americana de Cardiologia mostra que partículas procedentes de queima de combustíveis fósseis, como gasolina, carvão e petróleo, podem aumentar o risco de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) e Infartos do Miocárdio. Elas parecem aumentar o risco em pessoas susceptíveis nas horas e nos dias posteriores à exposição, inclusive naquelas que sempre foram sadias.
Partículas de contaminação industrial aumentam risco de infarto e AVC (2)
Especificamente, o estudo procura mostrar que as partículas poderiam causar várias formas de danos mediante um processo inflamatório, referindo que aquelas bem menores, ou mesmo seus componentes químicos, entrariam na circulação sanguínea e provocariam lesões diretas na parte interna dos vasos sanguíneos.
Partículas de contaminação industrial aumentam risco de infarto e AVC (3)
As reações decorrentes desse processo determinariam o aparecimento de coágulos e tromboses, deterioração da função vascular, elevação da pressão arterial e modificação da atividade elétrica do coração, o que provocaria infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, podendo ocasionar até a morte.
Partículas de contaminação industrial aumentam risco de infarto e AVC (4)
Por fim, os pesquisadores americanos recomendam que as pessoas limitem uma exposição externa quando os níveis de partículas estiverem elevados, tanto quanto possível. Isso pode ser conseguido com a diminuição do tempo que passam no trânsito, que é sabidamente uma fonte inesgotável desse tipo de exposição no mundo atual.
HISTÓRIA DA MEDICINA
1) Em 1961, um ano após a aprovação da pílula anticoncepcional, a diretora do movimento “Planned Parenhood”, no Estado de Connecticut, Estados Unidos, foi presa por incentivar seu uso e distribuição.
2) Esse caso chegou à Corte Suprema dos Estados Unidos que decidiu, em 1965, que as mulheres casadas tinham o direito constitucional de utilizar comprimidos anticonceptivos.
3) Mas, só em 1972 as solteiras ganharam os mesmos direitos.
João Modesto Filho
Diretor Financeiro da Unimed João Pessoa