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Muitas discussões estão sendo feitas no que diz respeito à relação entre propaganda de bebidas alcoólicas, Copa do Mundo de Futebol e Seleção Brasileira. Críticas são dirigidas ao técnico Dunga pelo seu envolvimento no marketing de determinada bebida, o que seria danoso principalmente para os jovens. É fato bem conhecido o poder que tem esse esporte no comportamento de milhões de brasileiros, mais ainda quando um tipo de bebida alcoólica é apresentado quase como inofensivo. Em todo o mundo é uma preocupação de primeira ordem o combate ao alcoolismo.
A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou, há poucos dias, e por consenso, a adoção de uma estratégia para combater o uso excessivo de álcool através do aumento dos impostos de bebidas alcoólicas, além de uma regulamentação mais incisiva do marketing das mesmas. O documento aprovado afirma que quanto mais acessível está a bebida, seja pelo baixo preço ou pelo poder aquisitivo suficiente, maior é o consumo. Afirma, também, que existe uma forte evidência de que aplicar um limite baixo de concentração de álcool no sangue (de 0.02% a 0.05%) é efetivo para reduzir acidentes de tráfico induzidos pelo álcool.
Além disso, o álcool contribui para provocar acidentes diversos, problemas de saúde mental, conflitos sociais e danos a terceiros. A OMS estima que os riscos para a saúde vinculados ao álcool causam 2.5 milhões de mortes anualmente por doenças cardíacas e hepáticas, acidentes de trânsito, suicídios e diversos tipos de câncer, o que supõe 3.8% de todas as mortes. Na realidade, é o terceiro fator de risco para mortes prematuras e para incapacidades em todo o mundo. O consumo excessivo de álcool pode provocar relações sexuais sem proteção, incluindo sexo com múltiplos parceiros. As recomendações aprovadas foram elaboradas depois de dois anos de debates e devem servir como diretrizes para os países pertencentes à OMS.
Depressão provoca espasmo coronariano (1)
Pesquisadores coreanos asseguram que a depressão pode contribuir fortemente para o aparecimento de espasmos de artérias coronárias, uma contração temporal da parede arterial que provoca aumento do tônus vascular. O objetivo inicial da pesquisa era comprovar a associação entre depressão e alguns transtornos coronarianos, como esse tipo de espasmo e aterosclerose.
Depressão provoca espasmo coronariano (2)
Em Seul, Coreia do Sul, foram investigados 335 pacientes com dor no peito e que necessitaram de uma angiografia coronariana. Tanto estenose aterosclerótica como espasmo coronariano foram diagnosticados. Com a persistência da dor, decidiu-se pelo exame psiquiátrico através de entrevistas elaboradas sem conhecer a história clínica do paciente.
Depressão provoca espasmo coronariano (3)
Comparando ambos os diagnósticos, observou-se que a prevalência de espasmo coronariano foi maior em homens com antecedentes de tabagismo, associando esse diagnóstico com o aparecimento de transtorno depressivo. Tal fato não foi comprovado nos portadores de aterosclerose coronariana. A gravidade dos sintomas depressivos mostrou relação dose-resposta entre depressão e espasmo, mas não entre depressão e aterosclerose coronariana.
Genes podem explicar origem de retardo mental
Pesquisadores espanhóis descobriram dois genes – Cux 1 e Cux 2 – que são fundamentais para o estabelecimento das conexões neuronais e estariam relacionados com o desenvolvimento do retardo mental. Demonstraram que esses genes regulam a formação de dendritos – prolongações ramificadas das células do cérebro – e das sinapses neuronais, ou seja, além de participarem da regulação do número de sinapses e da complexidade da árvore dendrítica, têm ação num tipo de neurônio que se situa na superfície do córtex cerebral.
HISTÓRIA DA MEDICINA
1) Omulu ou Omolu é conhecido como o médico dos médicos, ou o orixá da medicina.
2) É o protetor das enfermeiras e está invisivelmente presente em hospitais, casas de saúde, clínicas, ambulatórios e enfermarias.
3) Apresenta-se com calça comprida branca, com aplicações em vermelho e preto sob uma espécie de saia de palha-da-costa na qual estão penduradas cabaças com remédios.
João Modesto Filho
Diretor Financeiro da Unimed João Pessoa