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Artigos Médicos

Ana Isabel Vieira Fernandes

Ana Isabel Vieira Fernandes

CRM-PB: 4033 Especialidade: Infectologia

Como conter o avanço do HIV?

Publicada em 01/12/2017 às 18h00

Passadas três décadas da epidemia de Aids, grandes avanços foram obtidos em relação ao diagnóstico, tratamento e pesquisas para o desenvolvimento de vacinas, desconstruindo-se a associação tão temida entre a infecção pelo HIV e uma sentença de morte. Assim, é possível viver com a infecção pelo vírus, de forma natural e sem assombros, exercendo atividades diversas ao longo da vida, sem estigmas delatores da doença.

Em detrimento de tão importantes avanços, construiu-se a falsa ideia de segurança, havendo o crescimento de comportamentos de risco como: relações sexuais com parceiros desconhecidos sem a devida proteção ou compartilhamento de objetos perfurocortantes, expondo os indivíduos suscetíveis a adquirir a infecção através do contato com secreções, como sêmen, secreção vaginal ou sangue, com consequente avanço no número de casos novos.

Dentre as estratégias de prevenção, o uso de preservativos durante todo o ato sexual constitui a medida mais eficaz de combate à transmissão do vírus HIV, além de outras doenças sexualmente transmissíveis. Atualmente, estão disponíveis preservativos masculinos e femininos, que devem ser utilizados nas práticas de sexo vaginal, oral ou anal, possibilitando o isolamento dessas mucosas do contato com secreção do trato genital e sangue, capazes de conter quantidades suficientes do vírus HIV, aptos a transmitir a infecção.

Campanhas educativas incentivando o uso de preservativos distribuídos gratuitamente pelas secretarias de saúde, além da educação sexual recebida nas escolas, parecem não ser suficientes para conter o avanço da transmissão.

Desse modo, é necessário que haja uma atenção especial aos adolescentes e jovens que, iniciando suas atividades sexuais, recebam da família, de forma clara, aberta e destemida, a orientação para a prática do sexo seguro, responsável e protegido através do uso de preservativos. Com informações consistentes e conversa amigável, podemos formar uma sociedade mais responsável com a saúde individual e dos seus parceiros.