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Artigos Médicos

Aurizabel Cordeiro

Aurizabel Cordeiro

CRM-PB: 9078 Especialidade: Oftalmologia

Olho seco: como cuidar

Publicada em 21/09/2018 às 18h

O filme lacrimal mantém a superfície do olho lubrificada e protegida. Quando não existem lágrimas em quantidade e qualidade suficientes para manter os olhos lubrificados, acontece o que chamamos de olho seco.

A poluição, a excessiva exposição ao sol, o vento, o ar-condicionado ou ambientes que tornem o ar mais seco são fatores que podem atuar como facilitadores na evaporação das lágrimas e, deste modo, provocar secura nos olhos. Ver televisão por longos períodos ou a utilização frequente de computador, celular, tablets e outros dispositivos digitais também provoca olho seco.

Os sintomas do olho seco podem variar de paciente para paciente. Porém, de modo geral, podem causar irritação; ardor nos olhos; coceira; olhos vermelhos; visão turva, que às vezes melhora depois de piscar; sensação de corpo estranho ou areia nos olhos; desconforto quando ler, ao assistir televisão ou trabalhar no computador por muito tempo.

O diagnóstico é feito por um oftalmologista, através de uma consulta, onde vai investigar a história clínica do paciente e fazer testes que medem a qualidade e a produção das lágrimas. Os testes são rápidos, indolores e não invasivos.

O olho seco não tem cura. Contudo, existem formas de controle eficazes da doença, que permitem restabelecer aos doentes uma vida perfeitamente normal. O tratamento consiste, na maioria das vezes, do uso de lágrimas artificiais. Em determinadas situações, a oclusão dos pontos lacrimais é útil, evitando a drenagem das lágrimas pelas vias lacrimais, permitindo a sua manutenção na superfície ocular.

Além do tratamento médico, os pacientes devem evitar o contato com os fatores de risco, como o uso excessivo do computador, fazer intervalos com frequência durante a jornada de trabalho, piscar sempre os olhos, evitar contato com fumaça ou outros irritantes; beber bastante líquido; umidificar o ambiente se necessário; higienizar as pálpebras com frequência; acrescentar ômega 3 à dieta; e consultar regularmente seu oftalmologista.