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Artigos Médicos

Cláudia Studart Leal

Cláudia Studart Leal

CRM-PB: 3337 Especialidade: Mastologia

Câncer de mama: um problema de saúde pública

Publicada em 26/10/2018 às 17h

O câncer de mama é um problema de saúde pública e sua incidência aumentou nas últimas décadas. É a neoplasia mais comum em mulheres em todo o mundo. No Brasil, estão previstos para o ano de 2018 o diagnóstico de 59.700 novos casos e 14.388 óbitos. Na Paraíba, também é o mais frequente, e segundo estimativa do Ministério da Saúde serão diagnosticados 880 novos casos este ano.

A origem do câncer de mama ainda é desconhecida, entretanto, muitos fatores de risco já foram identificados. Sabe-se que o câncer de mama é mais frequente na faixa etária entre 41 e 60 anos. A menarca precoce (antes dos 12 anos), menopausa tardia (após 55 anos), mulheres que nunca engravidaram ou que tiveram a primeira gestação após 35 anos, mulheres com história familiar de mãe ou irmã com câncer de mama têm sido fatores relacionados com maior risco para câncer de mama.

Outros fatores de riscos a serem considerados são a terapia de reposição hormonal e a utilização de contraceptivo na adolescência quando em uso prolongado, o alto nível socioeconômico, a exposição demasiada às radiações ionizantes e a interferência de alguns hábitos dietéticos, tais como a ingestão diária de altas taxas de gordura ou de álcool. Considerando que não há ainda uma prevenção primária para o câncer de mama, a mamografia constitui o principal instrumento de rastreamento e detecção precoce.

A recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia é que a mamografia deve ser realizada anualmente em mulheres assintomáticas a partir dos 40 anos, e anualmente a partir dos 30 anos em mulheres de alto risco. A ultrassonografia não deve ser recomendada como rastreamento, sendo frequentemente utilizada como método complementar à mamografia.

Além dos exames de imagem, a biópsia é um passo fundamental para o diagnóstico conclusivo do câncer de mama. É indicada em todas as pacientes com achados suspeitos, pois fornece informações quanto ao tipo de malignidade e ajuda na conduta terapêutica. A biópsia pode ser realizada por diferentes métodos. Entre eles, destacamos a Mamotomia, que surgiu com o objetivo de traspor os limites de todos os outros métodos, apresentando vantagens substanciais como maior rapidez, realizado ambulatoriamente, diagnóstico preciso em praticamente 100% dos casos, dispensa repouso e reduz em 70% as biopsias cirúrgicas.