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Cefaleia: quando devemos nos preocupar?

Publicada em 10/02/2017 às 18h

De acordo com um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 90% da população vai apresentar algum tipo de dor de cabeça (cefaleia) ao longo da vida. Apesar de ser um problema comum, apenas 10% das pessoas que sofrem de dor de cabeça acabam procurando um neurologista para avaliação.

Existem cerca de 250 tipos descritos de dor de cabeça. Na sua grande maioria, as dores de cabeça são consideradas primárias, quando não é possível encontrar alguma doença ou alteração no cérebro que justifique a dor. As cefaleias primárias são benignas, sendo a enxaqueca e a cefaleia tensional os tipos mais comuns. Já as cefaleias secundárias estão correlacionadas a alguma doença.

As mulheres são as principais vítimas da enxaqueca, que tipicamente se apresenta como uma dor de moderada a forte intensidade, latejante, e muitas vezes associada a náuseas e vômitos. A exposição ao barulho e luz piora os sintomas da enxaqueca, levando o paciente a se isolar em ambientes com pouca claridade e sem ruídos. Em algumas pessoas, as crises de enxaqueca podem ser desencadeadas por certos tipos de alimentos condimentados, embutidos, chocolate, entre outros.

Apesar de menos frequente, é importante ficarmos atentos a algumas características das dores de cabeça que podem significar doenças mais graves, como tumores no cérebro, meningite, hemorragias ou aneurismas cerebrais. Os casos que merecem mais atenção são os de pessoas que nunca sentiram dor de cabeça e passam a se queixar de dores fortes e contínuas.

Baseado em recomendações da "American Headache Society", os principais sinais e sintomas de gravidade que devem ser observados incluem:

  • Dor de cabeça de início súbito e forte intensidade
  • Presença de rigidez na nuca ou dificuldade para movimentação do pescoço
  • Piora no período da manhã (ao acordar)
  • Aumento da intensidade após esforço físico ou tosse
  • Paralisia de membros
  • Confusão mental ou alteração da personalidade
  • Início da dor após os 50 anos

Na presença desses sinais de alerta, faz-se necessário procurar ajuda de um especialista o mais breve possível para investigação da causa e tratamento.

Emerson Magno de Andrade

Emerson Magno de Andrade

CRM-PB: 6215

Especialidade: Neurologia e Neurocirurgia

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