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Artigos Médicos

Isabel Barroso Augusto Formiga

Isabel Barroso Augusto Formiga

CRM-PB: 1850 Especialidade: Nefrologista

Insuficiência Renal Crônica

Publicada em 27/04/2018 às 18h00

A Insuficiência Renal Crônica (IRC) é uma síndrome (conjunto de sintomas e sinais) caracterizada pela perda lenta e progressiva da função dos rins. As causas mais frequentes em jovens e adultos são as glomerulonefrites (inflamação dos rins), o diabetes mellitus e a hipertensão arterial sistêmica; e, em segundo plano, a síndrome metabólica (diabetes, hipertensão e dislipidemia), a obesidade mórbida, a calculose renal e as infecções.

Os rins são órgãos pares, na maior parte da população, localizados na região lombar, e têm a função de filtrar o sangue que a eles chega em grande quantidade, retirar substâncias como a ureia e creatinina, íons como o sódio, potássio e hidrogênio, compostos como o bicarbonato, com a mínima filtragem de proteínas, para finalmente formar a urina.

Também fabricam hormônios como a eritropoietina que estimula a formação de hemácias, transformam a vitamina D na sua forma ativa, controlam a pressão arterial e o volume circulante nos vasos sanguíneos. Quando os rins desenvolvem IRC, os sintomas e sinais surgem nas fases mais avançadas da doença (fases 4 e 5).

Por isso, é importante acompanhar de perto os pacientes com as doenças que levam à IRC através do exame de urina; do monitoramento dos níveis de creatinina, considerada até o momento o melhor marcador para IRC; da ureia; do potássio; da hemoglobina, que assinala a presença de anemia decorrente da deficiência de eritropoietina; e do paratormônio, que se relaciona com alterações nos níveis da forma ativa da vitamina D.

O tratamento preventivo é o ideal, isto é, tratar as glomerulonefrites, controlar a glicemia nos diabéticos, a pressão arterial nos hipertensos, diminuir o peso nos obesos. Porém, como uma parte da população não tem acesso às medidas preventivas e diagnóstico precoce, a maioria já chega nas fases 3 ou 4 da IRC.

Nesta condição, pode-se lançar mão do tratamento conservador, no intuito de frear a progressão da doença para a fase 5 ou terminal, quando é necessário o tratamento dialítico (hemodiálise, diálise peritoneal) ou transplante renal.