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Artigos Médicos

Júlia Guedes Cardoso

Júlia Guedes Cardoso

CRM-PB: 7422 Especialidade: Otorrinolaringologista

Rinite alérgica: o que você precisa saber

Publicada em 14/09/2018 às 15h41

O nariz é parte integrante das vias aéreas superiores e o primeiro contato do corpo com o ar inspirado. Ele executa muitas funções importantes, incluindo a de filtrar e umidificar o ar e é o responsável pelo sentido do olfato.

A rinite alérgica é a mais comum das doenças alérgicas e é considerada um problema de saúde pública. Comumente, está associada a outras condições, como asma, sinusites, otites, polipose nasal, infecções de vias aéreas inferiores e dermatite atópica, aumentando sobremaneira o impacto socioeconômico da doença.

A rinite alérgica apresenta forte caráter genético, com incidência maior entre indivíduos cujos pais são alérgicos. Pode iniciar-se em qualquer idade, sendo mais frequente na criança e no adolescente. É caracterizada, principalmente, por sintomas como o prurido nasal/ocular, espirros em salva, obstrução nasal, coriza hialina e diminuição do olfato.

A rinite alérgica costuma ser desencadeada ou agravada pela exposição à aeroalérgenos, mudanças bruscas de temperatura e inalação de ar frio e seco. Os principais aeroalérgenos são os ácaros da poeira, baratas, fungos e de outras fontes alergênicas (epitélio, saliva e urina de animais domésticos). Já os odores fortes e a fumaça de tabaco são os principais poluentes intradomiciliares. A ocorrência dos sintomas pode ser sazonal ou perene, persistente ou intermitente, agravando-se nos períodos de outono/inverno.

O diagnóstico da rinite alérgica deve ser feito pelo especialista e é basicamente clínico, incluindo a história pessoal e familiar de alergia e as condições do ambiente em que o paciente vive/trabalha/estuda. O exame otorrinolaringológico é fundamental, assim como a realização de exames complementares (dentre eles, a videonasofibroscopia, rinomanometria, teste alérgico cutâneo de hipersensibilidade e dosagens de IgE séricas específicas). Estes auxiliam no diagnóstico, determinam a gravidade da doença e direcionam o tratamento.

O tratamento da rinite alérgica é baseado no controle do ambiente, farmacoterapia, imunoterapia específica e orientações. A redução/eliminação dos alérgenos é considerada fundamental, e a maioria dos pacientes necessita de tratamento farmacológico para controle dos sintomas e melhora na qualidade de vida. Procure o otorrinolaringologista. O diagnóstico precoce é fundamental para que se possa estabelecer um programa de tratamento.