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Artigos Médicos

Josias Batista

Josias Batista

CRM-PB: 1810 Especialidade: Urologia

A saúde do homem

Publicada em 02/11/2018 às 18h

A evolução tecnológica em pleno século XXI está de tal forma agigantada que não podemos prever a que ponto chegaremos. A medicina, como parte desse contexto, vive um momento singular com todas essas descobertas científicas. O homem passou a ter uma melhor qualidade e maior expectativa de vida.

Acabamos de entrar em novembro. O destaque para esse mês surgiu a partir de um grupo de amigos, na Austrália, no ano de 1999. Como o dia 12 de novembro é considerado o Dia Internacional de Combate ao Câncer da Próstata, o mês foi definido como Novembro Azul, cujo objetivo é conscientizar, informar e ajudar, prioritariamente, a população masculina sobre a prevenção da sua saúde. A dimensão desse dia alcança hoje um cuidado com a saúde do homem para além do câncer da próstata. A população masculina tem um comportamento de risco atrelado a uma cultura de masculinidade superior, imposta socialmente ao longo de toda a história.

Esse comportamento é determinante para que os homens não cuidem de sua saúde. Entretanto, o homem contemporâneo, ao buscar acompanhar a velocidade do mundo moderno, depara-se com desgastes inexoráveis, físicos e emocionais. Há cobranças de todo lado... A mulher, tempestivamente, e com sabedoria, resgata cada dia mais seus espaços, e vem ensinando-lhe que o cuidado é amplo e multidisciplinar, impulsionando a sociedade masculina a se movimentar em busca desse novo olhar, dessa nova forma de se cuidar.

Em novembro de 2008, o Ministério da Saúde instituiu a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH), que tem o foco voltado para melhorar a assistência à população masculina. Dados estatísticos recentes refletem disparidades entre a vida média da população feminina e masculina. As mulheres vivem em média sete anos a mais que os homens. A que devemos esse fato?  A habilidade, a sensibilidade, o cuidado multidisciplinar, holístico, preventivo que a população feminina, desde priscas eras, destina à sua saúde respondem por esse diferencial.

No despertar do século XXI, a população masculina (que se encobria numa toga desgastada da masculinidade) descobre que se reconstruir, a partir de novos paradigmas culturais, passa também pelo cuidado individual, amplo, integral, de forma preventiva, afasta as doenças do corpo e da alma. Só assim, o paradoxo que se delineia entre o século tecnológico e a saúde precária do homem cai por terra.

A informação desperta a ação e impulsiona o homem para o cuidado com a sua saúde.