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Artigos Médicos

Juliane Sá Dornelas

Juliane Sá Dornelas

CRM-PB: 6162 Especialidade: Ginecologia e Obstetrícia

Incontinência urinária

Publicada em 14/07/2017 às 18h00

A Sociedade Internacional de Continência define incontinência urinária como sendo toda perda involuntária de urina. A incontinência urinária de esforço, a sua forma mais comum, é toda perda de urina que ocorre em decorrência de algum esforço físico como, por exemplo, pular, correr, tossir. O efeito na qualidade de vida e o impacto social e higiênico são muito importantes. A sua prevalência é variável, pois depende da faixa etária e da população estudada. Os trabalhos mostram que a prevalência nas mulheres jovens varia de 12% a 42%. Já em mulheres na pós-menopausa varia de 17% a 55%.

A consulta bem conduzida com o médico identifica os sintomas e sua relação com a vida social da paciente. Da mesma maneira, o exame físico auxiliará a identificar a perda urinária, classificá-la e identificar fatores associados, como distopias genitais, além de descartar a presença de desordens neurológicas e excluir outras doenças pélvicas.

Inúmeros são os fatores de risco envolvidos no desenvolvimento da incontinência urinária, em que se destacam idade, raça, paridade, tipo de parto, índice de massa corporal, cirurgia ginecológica, estado hormonal, uso de medicações, álcool e cafeína, morbidades como a hipertensão arterial e o diabetes, e ainda o status socioeconômico.

O grande número de teorias explicando a causa da incontinência urinária de esforço, além dos inúmeros fatores de risco envolvidos, conduziu, ao longo do tempo, à elaboração de várias formas de tratamento. A cirurgia ainda permanece como a principal forma terapêutica.

Já foram descritas, aproximadamente, 100 técnicas cirúrgicas para a correção da incontinência urinária de esforço. Sabe-se que a escolha da técnica cirúrgica é importante, pois a melhor oportunidade de cura está na primeira operação.

A técnica cirúrgica ideal é aquela que proporciona uma intervenção eficaz, com pouca morbidade, minimamente invasiva, com tempo de hospitalização e imobilização reduzidos e resultados duradouros. Para alcançar esses objetivos, idealizou-se a técnica de Sling, na qual se coloca uma faixa de polipropileno livre de tensão sob a uretra média. Sendo praticamente indolor, a paciente retorna às suas atividades rotineiras em três ou quatro dias. Esta técnica tem índices de cura acima de 80%.