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Artigos Médicos

Lúcia Sarmento de Oliveira Figueiredo

Lúcia Sarmento de Oliveira Figueiredo

CRM-PB: 2774 Especialidade: Mastologia

Prevenção do câncer de mama

Publicada em 29/09/2017 às 18h00

O câncer da mama é uma doença heterogênea, multifatorial, com diversos aspectos clínicos, morfológicos, genéticos e comportamento biológico variável. Vários fatores de risco são bastantes conhecidos, tais como envelhecimento, histórico familiar, radiação ionizante, dieta, história reprodutiva, mecanismos genéticos de transformações  malignas, que estão sendo pesquisados para aprimorar as estratégias preventivas e curativas.

Não temos como evitar o câncer de mama, mas se fizermos o diagnóstico precoce - na fase inicial -, podemos curá-lo. Com um programa de rastreamento seguro, podemos reduzir a mortalidade. Para isso, o Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia  (Febrasco) recomendam que as mulheres façam a mamografia digital anual, a partir dos 40 até 74 anos, e acima de 75 anos para mulheres que tenham uma expectativa de vida maior que sete anos. Além da mamografia, é recomendado, ainda, o uso de outros exames de imagens complementares, tipo USG e ressonância magnética, para as pacientes com mamas densas e consideradas de alto risco.

Novos métodos para o diagnóstico do câncer de mama foram incorporados à propedêutica invasiva da mama, como a punção aspirativa com agulha fina (PAAF), core (biópsia), mamotomia (biópsia a vácuo), que permitem o estudo histopatológico das lesões subclínicas.

A tendência atual é indicar a cirurgia conservadora da mama, com a abordagem da axila, seguida de radiação. Ou seja, fazer a biópsia do linfonodo sentinela, que, quando negativa, evita o esvaziamento axilar completo. Em várias situações, a mastectomia (retirada da mama) se faz necessária, principalmente nos casos de carcinoma localmente avançado ou multifocal. O que determina a cirurgia conservadora X  mastectomia é o estadiamento clínico e o comportamento biológico do tumor, inerente a cada paciente. Portanto, o diagnóstico precoce favorece a diminuição das mastectomias, cirurgia tão temida pelas nossas pacientes, e consequentemente, baixa o índice de mortalidade e morbidade.

Felizmente, as campanhas educativas, levando informação e  conscientização às mulheres assintomáticas, despertam a necessidade de realizar exames periódicos (mamografia, USG E ressonância magnética anualmente), dando a oportunidade de visibilizar as lesões mínimas de mama, e possibilitando, com isso,  a cura do câncer de mama. Aliando aos exames preventivos, é bom lembrar que o estilo de vida saudável também contribui na prevenção do câncer. Praticar atividade física, alimentar-se adequadamente e controlar o peso são fundamentais para viver mais e melhor. E este mês, em especial, há uma mobilização mundial na luta contra o câncer de mama. Por isso, mulheres, fiquem sempre atentas. E viva o Outubro Rosa!

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