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Artigos Médicos

Soraya Cavalcante Mangueira Serva

Soraya Cavalcante Mangueira Serva

CRM-PB: 5230 Especialidade: Pediatria

A importância da amamentação

Publicada em 03/08/2018 às 18h

A alimentação ao seio materno constitui uma das questões mais importantes para a saúde humana, principalmente nos dois primeiros anos de vida, pois através dela o recém-nascido recebe tudo o que necessita para um bom desenvolvimento nutricional, metabólico, imunológico, físico, psíquico e emocional, além de fortalecer o vínculo psicoafetivo mãe-bebê.

Dentre as inúmeras vantagens para o bebê, destaca-se a prevenção de doenças, redução da mortalidade infantil, diminuição da incidência e da gravidade de doenças diarreicas, das infecções respiratórias e do surgimento de doenças imunoalérgicas, como asma e a dermatite atópica. Também promove a diminuição do surgimento de doenças crônicas como câncer, leucemia, diabetes mellitus tipo 1 e 2, sobrepeso/obesidade e hipertensão.

Além disso, melhora o desenvolvimento cognitivo e estimula o correto desenvolvimento das funções orais, as quais ficam prejudicadas com o uso de chupetas e mamadeiras, que causam alteração no palato, na respiração nasal, no processo de mastigação/deglutição, como também na fala.

O leite materno também traz inúmeras vantagens para a mãe. Dentre elas, ajuda na perda de peso e na hemorragia pós-parto, evita a anemia, funciona como método contraceptivo, proporciona diminuição do risco de câncer de mama e de ovário e ainda é mais econômico.

Portanto, o leite materno continua sendo o alimento ideal e mais completo para o bebê, devendo ser mantido exclusivamente até o sexto mês de vida e complementado até os dois anos ou mais. Entretanto, é necessário lembrar que a decisão final sobre a amamentação cabe à mãe, e o papel do médico e da família é orientá-la sobre todas as vantagens que o leite materno traz para ela e o bebê, e apoiá-la em sua decisão.