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Artigos Médicos

Thiago Lins Almeida

Thiago Lins Almeida

CRM-PB: 5878 Especialidade: Oncologia clínica

Câncer de pulmão em foco

Publicada em 01/06/2018 às 18h00

Como já sabemos, o câncer que surge no pulmão possui relação direta com o tabagismo. Assim, toda forma de tabagismo deve ser completamente eliminada para evitar o surgimento do câncer. Esta ação para evitar a iniciação do câncer é chamada de prevenção primária. Nesse mesmo sentido, pode ser indicada uma tomografia de tórax para rastreamento de lesões pulmonares suspeitas, mas apenas para os tabagistas com mais de 55 anos de idade.

Além do risco para causar o câncer de pulmão, o tabagismo também direciona sua classificação, seu tipo histológico e subtipo molecular. Atualmente, essa afinidade também está diretamente relacionada ao prognóstico da evolução da doença e a checkpoints que podem prever a ação ou a ineficácia de tratamentos com alvos específicos sobre mutações, bem como a redução de efeitos colaterais. Para portadores de câncer de pulmão não tabagistas, há uma maior chance de detectar a mutação EGFR. Em seguida, indicamos o tratamento como prevenção secundária para reversão da doença e para reestabelecer uma vida mais saudável. 

Como sabemos, o câncer de pulmão é uma patologia heterogênea em histologia e origem genética. Por isso, é subclassificado entre os tipos escamosos, adenocarcinoma e carcinoma de pequenas células. Além disso, estudos genéticos permitiram uma subclassificação molecular de acordo com as mutações presentes como EGFR, ALK e ROS, as quais possuem medicamentos específicos. Indo mais além, a presença da molécula PD-L1 pode prever a eficácia de uma nova classe terapêutica chamada de imunobiológicos. Assim, temos a imunoterapia, a terapia-alvo molecular e a quimioterapia como possibilidades terapêuticas. 

Uma vez que surge câncer de pulmão, o seu diagnóstico frequentemente se apresenta como doença extensa localmente ou à distância. Neste momento, também há um maior risco para infecções pulmonares, tromboses e letalidade. Assim, um diagnóstico precoce, preciso e genético é fundamental para a decisão do tratamento pelo oncologista.