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Blog da Saúde

Saiba o que é andropausa, o que fazer e quais os sinais mais comuns

Publicada em 23/11/2018 às 07h
Saiba o que é andropausa, o que fazer e quais os sinais mais comuns

Não são apenas as mulheres que sofrem queda na produção de hormônios sexuais a partir dos 45 anos. Entre os homens, a redução do principal hormônio masculino — a testosterona — também ocorre com o passar da idade. Esse processo natural é chamado de Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM), e popularmente conhecido como andropausa.

Diferente da menopausa, quando os ovários da mulher deixam de produzir estrogênio e progesterona, levando ao fim do ciclo reprodutivo, os homens não param de produzir testosterona. O que ocorre é um déficit gradativo, de forma mais lenta.

A TESTOTERONA

A testosterona é o principal andrógeno (hormônio masculino), fundamental para o desenvolvimento de características físicas, sexuais e comportamentais dos homens, desde os órgãos sexuais até o tom de voz, barba e desenvolvimento muscular.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, o declínio na produção desse hormônio começa a ocorrer a partir dos 40 anos e a incidência aumenta com a idade.

SINTOMAS DA DAEM

A queda na produção de testosterona pode repercutir nas esferas sexual, física e emocional do homem. São os principais sintomas:

  • Diminuição da libido (desejo sexual)
  • Disfunção erétil
  • Diminuição do volume ejaculatório
  • Diminuição da massa óssea e muscular
  • Aumento da gordura visceral (acúmulo excessivo de gordura na região intra-abdominal)
  • Diminuição dos pelos corporais
  • Irritabilidade
  • Fadiga
  • Diminuição da capacidade cognitiva


Embora não seja possível evitar a redução natural de testosterona associada ao envelhecimento, manter um estilo de vida saudável pode favorecer os níveis do hormônio e melhorar a qualidade de vida. Em contrapartida, condições como obesidade, alcoolismo e estresse podem acelerar esse declínio.

A necessidade ou não de tratamento a partir da terapia de reposição hormonal só pode ser determinada pelo urologista, com base na avaliação clínica e realização dos devidos exames, a partir dos sintomas apresentados.
 

Com informações da Unimed do Brasil