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Hábitos saudáveis podem reduzir dores de cabeça; confira as dicas

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Publicada em 22/05/2020 às 07h
Atividade física, como caminhadas, podem diminuir consideravelmente os episódios de cefaleia Atividade física, como caminhadas, podem diminuir consideravelmente os episódios de cefaleia

Atividades físicas, higiene adequada do sono e postura correta no uso de eletrônicos podem ser eficientes no combate à intensidade da cefaleia, termo médico utilizado para diagnosticar a conhecida “dor de cabeça”.  Celebrado no dia 19 de maio, o Dia Nacional de Combate à Cefaleia chama a atenção da sociedade para a importância do tratamento precoce e adequado para reduzir a frequência e intensidade das dores.

Segundo a neurologista Fernanda Reis, médica cooperada da Unimed João Pessoa, a cefaleia é a queixa mais frequente em consultório de neurologia e em pronto atendimentos. “As causas e os tipos são vários, porém, os mais comuns são a cefaleia tensionar, causada pelo estresse prolongado e a contratura muscular, e a enxaqueca, que ainda não tem causa definida”, detalha a médica.  

De acordo com a Sociedade Brasileira de Neurologia (ABN), mais de 90% da população do país já passou por esta experiência. Segundo a neurologista, hábitos saudáveis podem minimizar o impacto ou mesmo evitar algumas dores de cabeça. “Caminhadas, aulas de dança, natação, alongamento e pilates são atividades que não exigem tanto esforço do corpo e podem diminuir consideravelmente os episódios de cefaleia, que podem durar de 4 a 72 horas”, afirma. 

O QUE NÃO PODE

Evitar o consumo excessivo de álcool e cigarro, prezar pela higiene do sono e postura também são fundamentais para melhorar a qualidade de vida. “A má posição do corpo aumenta a tensão em regiões como costas, pescoço e ombros, e pode desencadear crises de enxaqueca. Além disso, observar se as cadeiras e mesas usadas por longos períodos estão adequadas à altura e posições da cabeça e dos braços”, explica a médica, que pontua o sono como fator fundamental. “Evitar dormir pouco ou também demais, é importante, pois repercute negativamente no cérebro. Priorizar o sono e estabelecer uma rotina que o valorize, normalmente com um sono de seis a oito horas por dia, é extremamente necessário”, afirma.