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O que pode desencadear a obesidade infantil? Confira dicas de prevenção

Publicada em 06/10/2020 às 07h

É importante que os pais fiquem atentos para o desenvolvimento saudável das crianças: saúde É importante que os pais fiquem atentos para o desenvolvimento saudável das crianças: saúde

A obesidade infantil acomete cerca de 9% de crianças do gênero feminino e 12,4% do gênero masculino no Brasil, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Os números preocupam: segundo estudo divulgado pelo Ministério da Saúde, crianças acima do peso têm mais chances de se tornarem adultos obesos. A obesidade está relacionada com o surgimento de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.

É considerado obesidade infantil quando o Índice de Massa Corporal (IMC) da criança é superior a 30. O número é resultado de um cálculo que relaciona peso, altura e idade da criança. Mas quais são os fatores que estão fazendo esse índice aumentar? Neste texto, vamos abordar:

CAUSAS

Existem quatro motivos principais que estimulam o acúmulo de gordura: excessos alimentares, pouco gasto calórico, predisposição genética ou maior dificuldade para queimar a gordura do corpo. Dentro desses quatro motivos, há fatores agravantes que veremos a seguir.

Fatores genéticos

De acordo com uma pesquisa do Ministério da Saúde, crianças que têm pais com histórico de obesidade apresentam maior risco de se tornarem obesas quando comparadas às crianças cujos pais apresentam peso regular. Veja um exemplo da porcentagem de risco:

Pais                              Riscos para a criança

Ambos obesos                  80%

Pai ou mãe obeso(a)        40%

Ambos não obesos           10%

Estresse

Assim como em adultos, o estresse contribui para o surgimento da obesidade em crianças. O nosso corpo entende o estresse como uma ameaça e libera o hormônio cortisol, que desencadeia a produção de adrenalina e de insulina no organismo. 

A adrenalina libera açúcar na corrente sanguínea, gerando energia para a contração de músculos para correr – nosso organismo interpreta que estamos em “perigo”. Com a insulina circulando na corrente sanguínea, o corpo entende que precisamos de mais energia, resultando em cada vez mais fome. Estar atento a questões comportamentais e ao ambiente familiar ajuda a evitar que a criança desenvolva essa predisposição.

Atividades físicas regulares

Você sabia que, segundo o Ministério da Saúde, o exercício físico contribui com 8 a 20% do gasto diário total de energia? Crianças que são sedentárias apresentam menor gasto calórico, têm dificuldade de queimar gordura e facilidade para armazená-la.

Alimentação não equilibrada

É importante que as crianças tenham uma rotina de alimentação, evitando beliscar doces ou lanches fora do horário. Evite também o jejum prolongado: é mais indicado fazer pequenas refeições ao longo do dia.

Endocrinopatias

Ao contrário do que muitos pensam, as doenças de origem hormonal são causas relativamente raras da obesidade (inferior a 10% dos casos). Algumas delas são: hipotireoidismo, síndrome dos ovários policísticos, deficiência de hormônios do crescimento, entre outras.

A obesidade infantil pode gerar muitos prejuízos na vida de uma criança, dependendo da gravidade da situação. Algumas condições clínicas podem ser desencadeadas, como:

  • Apneia do sono
  • Hipertensão arterial
  • Diabetes
  • Doenças cardiovasculares
  • Cálculo biliar
  • Problemas ortopédicos
  • Gota

Por isso, é muito importante as crianças estarem com os exames em dia. Assim, os responsáveis podem, junto ao médico responsável, acompanhar o quadro clínico e evitar maiores problemas.

COMO CONTROLAR

Assim como qualquer condição clínica, o tratamento da obesidade infantil varia de acordo com sua gravidade, sendo indicada uma consulta com o médico, para a escolha do tratamento mais assertivo. Aqui focamos nas recomendações gerais, adequadas para a maioria dos casos.

Reeducação alimentar

(Re)aprender a importância de comer adequadamente, respeitar os limites de cada organismo e adquirir bons hábitos alimentares. É isso que a reeducação alimentar oferece. Apesar de não ser fácil a mudança de costumes, pouco a pouco, o corpo se adapta e tudo funciona da maneira melhor.

O açúcar pode não ser bom para as crianças. Confira técnicas para controlar seu consumo.

Orientações nutricionais

Você sabia que nutricionistas não recomendam a ingestão de líquidos durante as refeições? Algumas orientações de boas práticas na alimentação são essenciais para o tratamento da obesidade funcionar. Principalmente na fase infantil, quando a mudança de hábitos é mais fácil.

Participação da família 

Quando o assunto é a mudança de hábito das crianças, devemos lembrar que elas sempre se espelham nos adultos com quem convivem. Por isso, é importante a participação da família toda no processo de educação alimentar.

LIDANDO COM O ASSUNTO

1. Aborde o assunto com leveza

Uma boa tática para tratar o tema com delicadeza é perguntar à criança se ela se sentiria mais confortável com outro peso e, no caso de a resposta ser afirmativa, oferecer ajuda fazendo uma comida mais saudável, por exemplo.

2. Evite imposições

É importante nunca controlar os hábitos alimentares das crianças, mas agir de forma natural com palavras positivas. Portanto, prefira frases como “vamos pegar umas frutas?” ao invés de “não coma isso”. 

3. Nunca faça piadas

As famosas “brincadeiras” de mau gosto podem marcar a autoestima e afetar uma criança pelo resto da vida. Portanto, apelidos como “gordinha” nessas ocasiões não têm um impacto legal. Esse cuidado com as palavras também incentiva a criança a não fazer piadas com o peso dos colegas.

4. Alimentação pelo exemplo

Se estamos incentivando uma criança a praticar a reeducação alimentar, é importante que o nosso prato esteja de acordo com o que ensinamos. Caso contrário, a criança pode se confundir e não se sentir incentivada.