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Artigos Médicos

Clarissa Queiroz

Clarissa Queiroz

CRM-PB: 7815 Especialidade: Ginecologia e obstetrícia

Como combater a cândida

Publicada em 22/03/2019 às 18h

A candidíase vulvovaginal é patologia extremamente frequente, atingindo 75% das mulheres em alguma fase da vida. Cerca de 5% delas terão candidíase vulvovaginal recorrente, definida como quatro ou mais episódios a cada 12 meses. Trata-se de um distúrbio ocasionado pelo crescimento anormal de fungos do tipo leveduras na mucosa do trato genital feminino e é um dos diagnósticos mais frequentes na prática diária em ginecologia.

Sua incidência tem aumentado drasticamente, tornando-a a segunda infecção genital mais frequente no Brasil. Apesar de existirem fatores de risco conhecidos, a maioria dos episódios ocorre na sua ausência. Os principais fatores de risco são gestação, contraceptivos orais, antibioticoterapia, diabetes mellitus, assim como hábitos alimentares e de vestimentas propícias ao crescimento dos fungos, levando em conta também a alimentação e várias automedicações prévias inapropriadas.

Essa infecção caracteriza-se por prurido, ardor, dispareunia e pela eliminação de um corrimento vaginal em grumos, branco, espesso, inodoro e, quando depositado nas vestes a seco, tem aspecto farináceo. Com frequência, a vulva e a vagina encontram-se edemaciadas e hiperemiadas, algumas vezes acompanhadas de ardor ao urinar e sensação de queimadura.

O tratamento consiste no alívio dos sintomas e na prevenção de novas crises, podendo ser realizado com antifúngicos por via oral ou vaginal, associado com a mudança do estilo de vida, incluindo alimentação saudável e a prática de exercício físico. Contudo, para combater a candidíase, evite o uso de vestimentas apertadas (jeans) ou de roupas de sintéticas (nylon) por períodos prolongados, não use desodorante íntimo, evite o uso de absorvente diário, tenha hábitos de higiene adequada e prefira dormir com roupas leves e arejadas.

Apesar de não ser uma doença que pode ter consequências graves, interfere na qualidade de vida de milhões de mulheres, sendo considerada um problema de saúde pública mundial.