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Artigos Médicos

Ismmaelli de Carvalho Veras

Ismmaelli de Carvalho Veras

CRM-PB: 6572 Especialidade: Dematologia

Um sinal pode ser câncer de pele

Publicada em 13/12/2019 às 18h

O câncer de pele não melanoma é o tipo de câncer mais frequente no Brasil, correspondendo a 30% de todos os tumores malignos no Brasil. Anualmente, são diagnosticados 180 mil casos novos da doença, ou seja, a cada 4 novos casos de câncer, 1 é de pele. Há 3 tipos: os carcinomas basocelulares e espinocelulares, que são os mais comuns, porém com baixo índice de metástase e morte; e mais raramente, tem-se o melanoma, que é o tipo mais agressivo. Comumente dá metástase e é letal, quando não diagnosticado precocemente. 

Os principais fatores de risco são: exposição prolongada e repetida ao sol, principalmente na infância e adolescência; ter pele e olhos claros, cabelos ruivos ou loiros, ou ser albino; ter história familiar ou pessoal de câncer de pele e sistema imune debilitado e exposição à radiação artificial (câmaras de bronzeamento).

Apesar de ser mais comum em pessoas com mais de 40 anos, a média de idade dos pacientes vem diminuindo devido à constante exposição de jovens aos raios solares. Como prevenir? Evitar exposição solar entre 10h e 16h; usar proteção adequada, como roupas, bonés ou chapéus de abas largas; óculos escuros com proteção UV; sombrinhas e barracas; aplicar protetor solar 30 minutos antes da exposição, de no mínimo fator 30 e replicar a cada 2 horas quando em atividades ao ar livre e/ou a cada imersão em água.

Somente um exame clínico feito por um dermatologista ou uma biópsia pode diagnosticar o câncer de pele, mas é importante estar sempre atento aos seguintes sintomas: uma lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente; uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho (ABCDE) e uma mancha ou ferida que não cicatriza e que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento. 

Na maioria das vezes, a cirurgia é o tratamento mais indicado, podendo associar a radioterapia e quimioterapia a depender do tipo do câncer e do estágio em que se encontra.