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Artigos Médicos

Lia Cavalcante

Lia Cavalcante

CRM-PB: 6865 Especialidade: Otorrinolaringologia

Surdez súbita difícil de lidar

Publicada em 22/11/2019 às 18h

A surdez súbita ainda é, em pleno século XXI, um desafio tanto para o diagnóstico como para o tratamento.  Apesar de uma prevalência relativamente baixa quando comparada a outras doenças na área otorrinolaringológica, carrega sempre uma intensa carga emocional. O receio de uma perda auditiva permanente e incapacitante incomoda tanto o paciente quanto ao médico assistente.

De maneira simples de entender, a surdez súbita é uma doença definida como uma perda auditiva neurossensorial de forma abrupta sendo geralmente unilateral. A partir dos dados clínicos minuciosamente coletados, é possível identificar uma causa primária em cerca de apenas 20% dos casos de surdez súbita. Entre essas causas, encontram-se infecções virais e bacterianas, inflamatórias, traumáticas, vasculares e até medicamentosas. Na maioria dos casos, entretanto, nenhuma causa é identificada e a surdez é definida como idiopática, ou seja, de maneira espontânea ou de causa desconhecida.

Sabemos que afeta tanto homens como mulheres numa faixa etária principalmente entre 40 e 60 anos de idade. Também é preciso destacar que a surdez súbita pode ser acompanhada de zumbido, o que ocorre em 70% a 90% dos casos, assim como a tontura presente entre 20% a 40%. Inúmeras modalidades de tratamento são estudadas e protocoladas durante vários anos de pesquisas. E desta forma algumas possibilidades existem com boa eficácia. Uso de corticoides orais ou injetáveis dentro do próprio ouvido atravessando a membrana timpânica é a principal opção terapêutica, porém são tratamentos que devem ser iniciados o mais rápido possível. 

Devido a possibilidades de causas, a prevenção de uma surdez súbita se torna algo difícil. O que difere da perda auditiva progressiva, onde é possível uma prevenção evitando exposição a sons altos. Porém, a melhor resposta e recuperação ocorrem devido à procura imediata e mais precoce do médico especialista. Assim as chances de recuperação da audição ficam mais possíveis.