A- A+

Artigos Médicos

Marília Bezerra Dias

Marília Bezerra Dias

CRM-PB: 6387 Especialidade: Oftalmologista

Retinopatia Diabética

Publicada em 16/08/2019 às 18h

O diabetes constituiu um problema de saúde pública devido à sua alta prevalência no nosso país. Segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil os portadores de diabetes correspondem a 7,6% da população entre 30 e 69 anos. As alterações oculares no diabetes que podem levar à perda da visão são a retinopatia diabética (principal causa de cegueira pelo diabetes e segunda causa de cegueira legal nos países industrializados), catarata, glaucoma e alterações nos nervos cranianos.

A retinopatia diabética é a principal complicação ocular do diabetes, sendo a hiperglicemia crônica e o tempo de evolução da doença seus fatores mais determinantes. Apresenta-se desde formas mais leves, reversíveis apenas com o controle da glicemia, até formas mais graves, podendo necessitar de tratamentos com colírios, fotocoagulação a laser, medicações intravítreas como anti-angiogênicos e corticoides e até cirurgias.

Pacientes diabéticos tipo 1 raramente desenvolvem retinopatia nos primeiros 5 anos da doença, porém esta apresenta-se de forma mais grave e cada vez mais prevalente. Os diabéticos tipo 2 têm maior risco de apresentarem algum grau de retinopatia diabética já ao diagnóstico. Por isso, é de extrema importância o exame oftalmológico completo com fundo de olho em todos os pacientes diabéticos, o mais precocemente possível, possibilitando classificação do nível de retinopatia e escolha do tratamento mais adequado.

A frequência das visitas ao oftalmologista irá depender da gravidade da retinopatia e da ameaça à função visual, sendo melhor avaliada por especialista em retina. Todo o seguimento deverá ser conduzido de forma multidisciplinar, lembrando que a prevenção é sempre o melhor tratamento.