Artigos Médicos

Juventude sem cigarro

Publicada em 01/06/2008 às 00h

O monóxido de carbono é quem determina o cansaço fácil; já a ação vasoconstrictora da nicotina vai sempre interferir no desempenho sexual do homem que fuma. Por outro lado, toda mulher fumante tem consciência de que dentes amarelos e mau hálito não têm qualquer relação com beleza. E por que a indústria do tabaco sempre insistiu em associar o hábito de fumar ao sucesso pessoal, charme e elegância? A intenção é atrair novos fumantes para compensar as perdas dos que abandonam o vício e a vítima é sempre o adolescente.

De cada 100 pessoas que se tornam dependentes da nicotina, 90 estão inseridas no segmento etário que vai de 12 a 19 anos, conseqUência natural da enorme competência das publicidades que transformaram o cigarro num símbolo de liberdade, independência e adultização. Tais características coincidem fortemente com os anseios do jovem que tem na adolescência seu momento de formação e sedimentação da personalidade. É dessa fragilidade que a indústria tabaqueira se utiliza para transformar o adolescente em presa fácil e lucrativa.

Aplausos para os programas de controle do tabagismo que conseguiram inserir na sociedade uma nova consciência em relação ao hábito de fumar, provocando uma redução importante no consumo de cigarros. Precisam, no entanto, olhar com mais interesse para os 4 milhões e 500 jovens que se tornam fumantes e redirecionar suas prioridades investindo com vigor no trabalho de conscientização do adolescente.

"JUVENTUDE LIVRE DO TABACO" é o tema que a Organização Mundial da Saúde idealizou para 31 de maio, Dia Mundial sem Tabaco. Pediatras, educadores e principalmente pais de família são os grandes convidados a participarem dessa campanha.
Sebastião de Oliveira Costa

Sebastião de Oliveira Costa

CRM-PB: 1630

Especialidade: Pneumologia

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