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Artigos Médicos

Isabella Bezerra Wanderley de Queiroga

Isabella Bezerra Wanderley de Queiroga

CRM-PB: 4535 Especialidade: Oftalmologia

Importância dos cuidados com a visão

Publicada em 13/07/2018 às 18h

Os cuidados com a visão devem ser iniciados já nos primeiros dias de vida, quando o recém-nascido deve ser submetido ao “teste do olhinho”. Essa avaliação é de grande importância para a identificação e tratamento precoce de condições que podem levar à diminuição definitiva da visão, como a catarata congênita.

Ainda na infância, os familiares devem estar atentos a sinais como desvios dos olhos, lacrimejamento persistente, prurido ocular frequente (coceira nos olhos), aproximação excessiva da TV e desinteresse ou inquietação na escola. Entretanto, ainda que não apresente quaisquer desses sinais de alerta, toda criança deve ser avaliada por um oftalmologista por volta dos três anos de idade. Como a visão resulta das informações captadas pelos dois olhos, é comum que problemas que envolvam apenas um dos olhos passem despercebidos e só sejam identificados pelo especialista.

Depois da avaliação inicial na infância, é recomendável que exames rotineiros sejam realizados, pelo menos, a cada dois anos. Ao longo da vida, são comuns as mudanças refrativas dos olhos com consequentes modificações na necessidade de correção óptica. Assim, por exemplo, mesmo para os que sempre tiveram boa visão, ao redor dos 40 anos de idade começam a surgir dificuldades com a visão de perto. É também a partir dessa época que problemas silenciosos como o glaucoma tornam-se mais frequentes. As visitas periódicas ao especialista, além do mais, possibilitam a identificação e tratamento precoce de complicações oculares de doenças sistêmicas, como o diabetes.

Outras recomendações válidas para todos incluem: limitar o tempo de uso de eletrônicos e incentivar as atividades ao ar livre na infância, boa iluminação para a leitura e lubrificação ocular quando usando o computador por longos períodos. O uso regular de lentes escuras com proteção contra os raios UVA e UVB também deve ser um hábito, já que vários transtornos oculares são influenciados negativamente por essas radiações, a exemplo do pterígio, da catarata e da degeneração macular relacionada à idade.