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Artigos Médicos

Pedro Ferreira de Sousa Filho

Pedro Ferreira de Sousa Filho

CRM-PB: 1494 Especialidade: Gastroenterologia

Câncer colorretal

Publicada em 24/03/2017 às 18h00

São tumores que acometem o intestino grosso, que é subdividido em cólon e reto. A maioria desses tumores tem origem em pólipos, que são pequenas lesões elevadas na parede do cólon, originalmente benignas, mas que podem se transformar em lesões malignas. Por isso, assim que detectadas durante a colonoscopia, são automaticamente retiradas.

Existem alguns fatores de risco que, se evitados, contribuem para o não surgimento desse câncer. Uma dieta rica em frutas, verduras, vegetais e laticínios, e pobre em gorduras (principalmente a saturada) é fundamental na prevenção. A isso, associamos a prática de atividades físicas, o combate ao fumo, à obesidade, à ingestão excessiva de bebidas alcoólicas e carne vermelha; são medidas bastante úteis na prevenção do câncer colorretal. Mesmo assim, essas medidas não são 100% eficazes. Por isso, alguns exames são necessários para detectar precocemente o tumor: pesquisa de sangue oculto nas fezes e colonoscopia. As pessoas acima de 50 anos devem iniciar a vigilância.

Os sintomas são pouco frequentes na fase inicial, mas devemos ficar atentos aos seguintes eventos: surgimento de anemia, alteração do ritmo intestinal (constipação/diarreia), desconforto abdominal com gases ou cólicas, sangramento ao evacuar.

O tratamento depende do estágio em que a doença é diagnosticada. Os pólipos e lesões precoces podem ser retiradas através da colonoscopia. O tratamento cirúrgico é necessário nas lesões maiores.

Quanto mais precoce o diagnóstico, menor a agressividade e o tempo de tratamento, proporcionando melhor qualidade de vida ao paciente.

Este mês, considerado azul marinho, é o mês da conscientização ao câncer colorretal.