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Artigos Médicos

Sandra Rejane Cabral Batista

Sandra Rejane Cabral Batista

CRM-PB: 3757 Especialidade: Acupuntura e Reumatologia

Fibromialgia

Publicada em 07/07/2017 às 18h00

A fibromialgia é mais modernamente considerada uma síndrome de amplificação dolorosa por apresentar complexo envolvimento neurológico associado à dor crônica. Caracteriza-se por dores difusas no corpo, acima e abaixo da cintura, com início insidioso, associadas a outros sintomas, como fadiga, sono não reparador, distúrbios de humor (ansiedade, depressão, irritabilidade), além de dificuldade de concentração e memorização.

As dores do paciente portador de fibromialgia podem ser de intensidade moderada a forte e, muitas vezes, referidas de forma imprecisa como uma sensação de peso ou queimação. Há também relatos de rigidez articular, cefaleia (dores de cabeça), tonturas e alterações do ritmo intestinal (constipação e mais raramente diarreia). Há uma ocorrência mais frequente em mulheres com média de idade entre 30 e 50 anos. Até os dias atuais não é conhecida sua causa, porém são muitas as hipóteses e os estudos no sentido de esclarecê-la.

Sabe-se que, em muitos casos, a fibromialgia pode estar associada a outras doenças reumatológicas (lúpus, artrite reumatoide etc). Faz-se necessário, portanto, investigar tais doenças utilizando-se de exames laboratoriais e métodos de imagem (radiografias, tomografias etc.) que, no entanto, são irrelevantes para o diagnóstico da fibromialgia. Em relação ao tratamento, no ano de 2016, um grupo europeu de reumatologistas reuniu-se para estabelecer recomendações para o tratamento dos pacientes fibromiálgicos.

Essas orientações foram concluídas após vários anos de estudos em grandes grupos de população e são classificadas em medicamentosas ou não, variando sua indicação conforme a eficiência apresentada por cada uma das formas de tratamento. Cabe aqui citar alguns dos métodos estudados que podem ser utilizados para tratar nossos pacientes, auxiliando os medicamentos no alívio dos sintomas. São algumas das recomendações: exercícios aeróbicos de baixo impacto, hidroterapia, acupuntura, psicoterapias, massagens etc.

Essas opções, dentre outras, devem ser associadas ao uso de remédios devidamente prescritos por profissionais médicos capacitados com objetivo de melhorar a qualidade de vida desses pacientes, bem com devolvê-los a um bom convívio social e as suas atividades de trabalho.