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Unimed João Pessoa aceita convite da Assembleia Legislativa e apresenta estrutura para atendimento a TEA

Publicada em 20/03/2024 às 08h42

Representantes da Unimed João Pessoa esclareceram todas as dúvidas dos participantes da audiência pública realizada nessa terça-feira Representantes da Unimed João Pessoa esclareceram todas as dúvidas dos participantes da audiência pública realizada nessa terça-feira

A Unimed João Pessoa participou nessa terça-feira (19) à tarde de uma audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) para debater com os planos de saúde o atendimento a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras patologias do neurodesenvolvimento. Durante a audiência, a Cooperativa apresentou os investimentos na assistência a esses beneficiários, como a abertura de um serviço próprio e o credenciamento de novos prestadores.

A audiência foi proposta pela deputada Cida Ramos, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e integrante a Frente Parlamentar da Seguridade Social da ALPB. Dos planos de saúde, apenas a Unimed João Pessoa aceitou o convite e compareceu à audiência, que contou também com representantes de órgãos de defesa do consumidor, sociedade civil organizada, profissionais de clínicas especializadas e familiares de pessoas com TEA.

A Unimed João Pessoa foi representada pela superintendente executiva de redes não hospitalares, Ana Luiza Ferreira, e pela advogada Luciana Brito, da Assessoria Jurídica. Elas esclareceram as dúvidas e questionamentos dos participantes da audiência, reforçando que a Unimed João Pessoa é sensível a esse tema e está aberta ao diálogo de modo a garantir o melhor tratamento aos clientes.

NOVA UNIDADE E CREDENCIAMENTOS

A respeito do pedido de descredenciamento de um dos prestadores de terapias especializadas citado na audiência, a superintendente Ana Luiza esclareceu que a Unimed João Pessoa firmou novos contratos, aumentando a capacidade para esse tipo de atendimento em 1.680 vagas, número acima do prestado pela clínica. Além disso, vai abrir um serviço próprio, ainda no primeiro semestre, com capacidade para atender até 700 pessoas. A ampliação da rede também aumentou a capilaridade do plano para esse tipo de assistência.

Ana Luiza reforçou que o pedido de descredenciamento partiu da clínica e que a transição dos beneficiários para os novos prestadores está sendo tratada como prioridade máxima pela Unimed João Pessoa para que ocorra de forma segura e evite impactos na evolução do tratamento. Ela informou que já foi feito um plano de migração e que os pais dos pacientes estão sendo atendidos por uma equipe especializada.

ESPAÇO PARA DIÁLOGO

A advogada Luciana Brito destacou que, ao receber o convite para participar da audiência, a Unimed João Pessoa aceitou de imediato por entender que seria um importante espaço para o diálogo com a sociedade. Para ela, a audiência cumpriu o objetivo de trazer a discussão à tona, dando espaço ao contraditório para o plano de saúde.

Ela pontuou que a clínica de terapias especializadas que a Unimed João Pessoa vai abrir não foi planejada com a finalidade de substituir os prestadores ou para receber os beneficiários atendidos pela clínica que pediu descredenciamento. A unidade já vinha sendo planejada diante do crescimento exponencial dos casos de TEA. 

Em relação ao pedido de descredenciamento do prestador, a deputada Cida Ramos declarou que, pelos relatos, entendeu que a Unimed João Pessoa vem seguindo de forma adequada a questão legal. Mas, pediu que, pensando nos beneficiários, seja reavaliada uma possibilidade de conciliação. As representantes do plano de saúde se comprometeram a levar a demanda para o Conselho de Administração.

NÚMERO DE ATENDIMENTOS

Atualmente, a Unimed João Pessoa atende aproximadamente 2.400 beneficiários com TEA ou outras patologias do neurodesenvolvimento. O número representa um crescimento de 433% em comparação a 2021, quando eram atendidos cerca de 450 clientes. Por mês, são investidos em torno de R$ 8 milhões em terapias especializadas.

A operadora disponibiliza atendimento especializado a pacientes com TEA mesmo antes da cobertura ter sido tornada obrigatória pela Agência Nacional de Saúde Suplementar. Desde 2020, foi estruturado um setor exclusivo para tratar desses casos, garantindo uma assistência especializada.