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Artigos Médicos

Thiago Costa

Thiago Costa

CRM-PB: 6560 Especialidade: Urologia

Incontinência urinária: esclarecimentos

Publicada em 03/01/2020 às 18h

A perda involuntária de urina é condição que interfere diretamente na qualidade de vida dos pacientes acometidos, altera o convívio social e aumenta os riscos para desenvolvimento de transtornos psiquiátricos como depressão e ansiedade. A incontinência urinária é cerca de duas vezes mais comum entre as mulheres e pode atingir todas as faixas etárias, mas sua incidência aumenta com o envelhecimento, sendo este um fator de risco importante, assim como o excesso de peso, múltiplos partos, diabetes e doenças neurológicas.

Os principais tipos de incontinência encontrados são as perdas aos esforços que ocorrem quando há alguma situação que aumenta a pressão abdominal como tossir, espirrar ou levantar um peso e a urgeincontinência, cuja perda é precedida por uma sensação de urgência que, na maioria das vezes, não permite a chegada ao banheiro, determinando uma condição conhecida como “bexiga hiperativa”. A perda urinária durante o sono, que ocorre após os cinco anos de idade, é conhecida como enurese noturna. A avaliação especializada para esses pacientes é fundamental, tendo em vista que, em grande parte dos casos, a história detalhada com alguns exames é suficiente para caracterizar de maneira adequada o problema e indicar o tratamento.

O acompanhamento é baseado na causa e na gravidade dos sintomas, que pode ser feito desde medicação oral até procedimentos como injeção da toxina botulínica ou “Botox” na bexiga e cirurgia. É importante destacar o papel da fisioterapia especializada no controle desses pacientes que pode ser realizada em quase todos os casos e pode permitir uma melhora significativa isoladamente.

Algumas medidas gerais podem ser tomadas para o controle da perda urinária, como modificação da ingesta de líquidos e uso de alarmes. No entanto, na existência de uma causa específica como doença neurológica, esta deve ser tratada. O importante é não considerar “normal” a perda de urina para evitar transtornos psíquicos e sociais, principalmente, nos pacientes mais idosos.