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Asma x Rinite x Sinusite

Publicada em 29/11/2013 às 17h

A rinite e a asma estão quase sempre montadas na mesma base alérgica. De cada 10 portadores de asma, 7 são riníticos.

A sinusite e a rinite são irmãs siamesas. De tanto ocorrerem juntas, a nomenclatura mais atualizada prefere falar em rinossinusite.

A rinite alérgica persistente (obstrução nasal, coriza, coceira no nariz, espirros), não devidamente tratada, costuma invadir o território dos seios da face, acumulando secreções e favorecendo a proliferação das bactérias.

Comece a desconfiar de uma sinusite infecciosa quando a secreção clara e transparente da rinite se torna purulenta (esverdeada), a dor surge entre os olhos, ao lado do nariz ou maxilar superior, e a tosse persistente (mais frequente ao deitar) vai surgir na esteira do gotejamento pós-nasal.

O diagnóstico da asma é essencialmente clínico. O paciente chega ao consultório com tosse, secreção clara, dispneia (cansaço) e \"chiado no peito\". A espirometria, revelando obstrução brônquica reversível ao broncodilatador, confirma a patologia.

O tratamento do asmático repousa fundamentalmente no uso contínuo de broncodilatadores de longa duração, associados aos CORTICÓIDES INALATÓRIOS. Esse esquema terapêutico é tão eficaz no controle da doença, que, quando os sintomas não regridem após algum tempo de uso, está na hora de procurar um vilão.

Na verdade, sãos duas as vilãs dessa história. Uma delas atende pelo nome de Doença do Refluxo Gastroesofágico e precisa ser muito bem investigada na asma mais resistente. Mas, é a rinossinusite quem está com mais frequência associada às dificuldades no controle da asma. O tratamento adequado e no tempo devido da rinossinusite é, absolutamente, indispensável para controlar efetivamente os sintomas do paciente asmático, que não está respondendo à terapia usual.

Como se pode observar, asma, rinite e sinusite estão sempre caminhando de mãos dadas.

Sebastião de Oliveira Costa

Sebastião de Oliveira Costa

CRM-PB: 1630

Especialidade: Pneumologia

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